4 fases do treino que terás de enfrentar…

Somos sistemas biológicos altamente influenciáveis por diversos fatores, e por isso acabamos sempre por ser um produto resultante não só da genética como das circunstâncias.

Estamos numa fase do ano a que eu chamo a “fase do casulo”. Aqueles momentos de recolhimento, em que olhamos muito para dentro antes de desabrochar num novo ano, num novo ciclo.

Seja para refletirmos sobre o ano que está quase a terminar, ou para projetarmos ideias para o ano que se segue, decidi escrever este artigo para normalizar algumas fases do nosso processo de treino que muitas vezes vemos como obstáculos.

Todos nós sabemos que todo o tipo treino, seja este treino de força ou uma aula de grupo, tem a sua própria curva de aprendizagem. E também sabemos que esse processo de treino nunca é linear, tal e qual como nós mesmos nunca nos comportamos de forma linear ao longo dos dias.

Somos sistemas biológicos altamente influenciáveis por diversos fatores, e por isso acabamos sempre por ser um produto resultante não só da genética como das circunstâncias.

Por isso, normalizemos 4 simples fases do treino e do processo de aprendizagem pelas quais, inevitavelmente, vamos todos passar e está tudo bem!

  1. Não saber fazer algo:

Esta parece básica e óbvia, mas muitas vezes é o núcleo de muitas crenças limitadoras. Qualquer capacidade que aprendamos requer tempo. Tempo na tarefa é fundamental para dominar seja uma coreografia de uma aula JRNY ou um exercício específico do nosso treino individual. Tempo e paciência são mesmo palavras chave!

 

  1. Demorar mais tempo a aprender que outras pessoas:

Como já foi dito acima, somos todos seres individuais e cada um de nós tem a sua própria curva de aprendizagem. Cabe-nos a nós respeitarmos o nosso próprio ritmo e fazermos paz com o facto de muito provavelmente não aprendermos tão rápido como outras pessoas. E isso não faz de nós seres menos capazes!

 

  1. Regredir:

Pois é. É possível piorarmos as nossas capacidades em vez de melhorar, mesmo que achemos que estamos a fazer tudo o que é necessário. Como também já reforcei, nós somos sistemas altamente influenciáveis e resultantes de diversos fatores, entre eles o stress, o estado emocional, níveis de fadiga. É normal, num dia em que fazemos a mesma aula de sempre ou o mesmo plano de treino de sempre, a nossa performance não ser a mesma de sempre. Naquele dia de trabalho caótico em que só nos dá vontade de colocar a vida em stand-by, a performance do treino pode decair! Temos de parar de nos chicotear tanto e ter a compaixão com nós mesmos que também teríamos com quem mais amamos. Gerirmos o esforço e exigirmos menos do nosso corpo nesses dias também pode ajudar!

 

  1. Gostarmos mais de fazer o que melhor dominamos:

O medo do desconhecido! Uma das necessidades básicas humanas, segundo a pirâmide das hierarquias de necessidades de Maslow, assenta na “Estima”. Esta categoria engloba não só a autoestima como também a confiança e a competência. Por isso, como seres humanos que somos, é natural preferirmos, por vezes, permanecermos no exercício ou aula que já conhecemos por nos sentirmos mais confiantes e, assim, mais eficazes na tarefa. Não há mal nenhum nisso, mas também é importante apercebermo-nos até que ponto não será altura de fazer um upgrade!

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Eu sou apologista de que nenhuma dor do nosso corpo aparece por acaso. Existe sempre uma razão, uma fonte de stress, por detrás de cada sintoma físico que possamos sentir.