Cozinhar é uma linguagem de amor!

Cozinhar tem um efeito terapêutico para mim, assistir à transformação dos alimentos, estar atento aos sons, aos cheiros. É uma experiência sensorial que, tal como o exercício físico, me faz enraizar ao momento e estar presente.

Uma das minhas grandes paixões, que tenho descoberto cada vez mais nestes últimos dois anos, é cozinhar.

Para mim, o ato de comer simboliza uma celebração. Uma celebração da vida, da saúde e da nutrição do nosso ambiente interno. Já Francisco Varatojo, um dos pioneiros da filosofia Macrobiótica em Portugal, dizia que comer é o “ato mais íntimo que podemos ter com a natureza”. Isto porque estamos a determinar o substrato, a matéria-prima, que se irá fundir com o nosso corpo, com os nossos órgãos, e determinar a sua composição interna.

Nos últimos dois anos tenho vindo a mudar muitos dos meus hábitos alimentares. Desde eliminar produtos de origem animal a prestar mais atenção à qualidade dos alimentos que ingiro, os benefícios têm-se manifestado tanto no campo físico (como já não haver vestígios de acne no meu corpo), como no campo mental e no rendimento cognitivo.

E, claro, que estas mudanças levaram-me a explorar um território para o qual, outrora, alegava “não ter tempo” para explorar:  a cozinha. Cozinhar tem um efeito terapêutico para mim, assistir à transformação dos alimentos, estar atento aos sons, aos cheiros. É uma experiência sensorial que, tal como o exercício físico, me faz enraizar ao momento e estar presente.

Cozinhar, tanto para mim mesmo como para outras pessoas, familiares ou amigos, é também uma linguagem de amor! Nos países asiáticos, nos templos, apenas aqueles considerados mais elevados espiritualmente é que tinham permissão para cozinhar para o resto dos seus companheiros e colegas. É como se fosse o cargo mais supremo e elevado que um monge poderia alguma vez alcançar na sua vida. Isto porque, nestas culturas, acredita-se que quem cozinha é quem realmente fabrica a matéria-prima responsável pela criação da consciência. E eu identifiquei-me muito com esta afirmação. Transpondo isto para a minha vida, eu sinto que dos maiores presentes que posso oferecer a amigos e familiares, é este gesto. Confecionar algo que permite às pessoas experienciar sensações e, acima de tudo, nutrirem-se!

Penso que, para além de todos os benefícios que já conhecemos de criar e manter hábitos alimentares saudáveis, cozinharmos e comermos bem é mais uma forma de estarmos no total comando da nossa saúde. É criarmos as condições necessárias ao nosso corpo para se desenvolver e manter-se de forma autossustentável.

Posto isto, e tendo também em conta todos os benefícios do exercício físico que menciono constantemente nas aulas e posts do JRNY Fitness, imaginem a fórmula mágica que temos ao nosso dispor. Alimento e movimento são, de facto, MEDICAMENTO!

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Eu sou apologista de que nenhuma dor do nosso corpo aparece por acaso. Existe sempre uma razão, uma fonte de stress, por detrás de cada sintoma físico que possamos sentir.